quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

E (não) fomos surpreendidos novamente...

Sabe a zona de conforto que eu não estava encontrando? Encontrei. Sabe o medo que eu estava sentindo? Passou. Sabe o sentimento de não sei como lidar? Agora eu sei. Me aproximei do que conheço, do que sei viver, do que sempre esperei... dia após dia.  Estou confortável, sofrendo, mas confortável. Pois nada do que estou vivendo nesse minuto eu já não esperava. E essa angústia eu conheço, essa é familiar, essa me bate à porta há anos... e sempre consegue entrar. Esta sempre é aguardada ansiosamente. Pois quando esta vem eu sei como é, sinto o alívio por já conhecê-la. É difícil identificar se eu sempre a nutro e faço ela vir, de um jeito ou de outro; ou se fico sentada esperando, decepcionada quando não vem. Decepcionada por não saber lidar com algo diferente. No fundo eu sei que ela vem, mas dessa vez e, só dessa vez estava desejando ser surpreendida por esta não vir. Havia um outro desejo me contrariando, me empurrando para o rompimento deste padrão. E por isso eu estava com medo, porém feliz, porque acreditei que eu poderia estar errada e que tudo poderia ser diferente. Que insanidade! Tudo estava me mostrando que seria igual... mas eu quis novamente distorcer a realidade. Acreditando que algo tão familiar poderia me dar resultados diferentes. Apostei exatamente no que eu não conhecia dessa história, acreditando que isto poderia salvar tudo. Que este desconhecido poderia me mostrar algo diferente de tudo que já vivi. Por que me recuso a ver os sinais? Por que continuo caindo nas minhas próprias armadilhas? Tô cansada já... e com a mesma intensidade que quero me afastar de tudo isso quero me aproximar. Que teimosia, que insistência, que idiotice. Sinto vazio... angústia...raiva...saudade...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Sem título

Tá foda viu?! Desculpe a expressão, mas é a única que traduz o momento.Tô lançada num vazio. E tá difícil me achar. Já num sei se tô me buscando ou correndo de mim.Eu não lido bem com mudanças e me esforço pra me adaptar rapidamente, mesmo a situações ruins. O problema é que na atual conjuntura tá complicado achar uma zona de conforto ou lugar onde eu possa ficar tranquila. Me sinto incomodada em todos os lugares, nada me pertence e eu não pertenço a nada.Não estou em clima natalino e muito menos de renovação, ainda tô na destruição e parece que num vai passar tão cedo. Talvez seja impressão, mas tá sinistro.Sinto como se nunca estivesse estado em lugar algum e ao mesmo tempo como se nunca tivesse saido do lugar. Não quero ficar paralisada, não quero correr e não quero lutar.O que eu quero? Ora que pergunta sem cabimento... Dá licença que vou ali e num volto!


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Medo

Admito que estou com medo... medo do novo, medo do que não sei o que é, medo do futuro.
Os sentimentos de impotência e frustração me são comuns, sei como vêm e como são alimentados. E o sofrimento associado a isso também é bastante familiar, me corroe e me mantém num ciclo de auto-piedade interminável.
Se já sei como é isso por que continuo perpetuando tais comportamentos? Exatamente por me soar tão familiar. A zona de conforto me faz pensar que estou no controle.
Mas tô cansada disso! Cansada dessa insanidade! Cansada de reviver o passado.
Acontece que me lançar ao novo me gera uma inquietude e perturbação que me dão a certeza de que não estou no controle... e nunca estive. Aceitar isso é difícil, mas também traz alívio. Ufa! Não preciso saber tudo que vou fazer e ter certeza de todos meus passos, posso ficar tranquila e deixar que as coisas aconteçam da forma como devem acontecer e no seu devido tempo.
Em contraposição me cobro, pra fazer o melhor que posso fazer e pra ter consciência do que estou fazendo. Tal cobrança também me tira da zona de conforto e me lança a questionamentos que ainda não sei responder, mas que quero compreender. E isso me gera crise, pois quero me dar o tempo que preciso e ao mesmo tempo saber o que vai acontecer. Controle denovo!
Tenho dificuldade em me expressar, pois quero controlar as palavras. E cada vez que penso pra falar me escondo mais e me distancio do que realmente queria dizer. Eis que surge uma pessoa em minha vida que me desafia e me cutuca, fazendo eu dizer o que mais tento esconder. E pra me proteger ataco ou recuo... pela primeira vez quero ficar e enfrentar, comprar a briga e ver o que vai dar.
E pior, hoje mesmo disse que quero paz e tranquilidade em minha vida. Que grande mentira! O que eu quero é controlar uma situação, justificar e retomar os sentimentos acima citados.
Lidar com a situação e superar é mais difícil, pois rompe com meu atual padrão. Dizer o que penso e ser clara com meus sentimentos me desnuda e evidencia minha fragilidade. Mas para viver o novo preciso me permitir... me entregar e acreditar que nada é por acaso.
Ninguém disse que seria fácil!