sábado, 7 de junho de 2014

Não estar

Ontem Deus preparou uma situação em meu dia, imagino eu pra me mostrar a situação em que me encontro em minha vida. 
Paralizaçoes no metrô e a cidade de SP num completo estado desorganização. Diante dessa situação fui obrigada a desmarcar compromissos que seriam impossíveis serem cumpridos, devido a falta de mobilidade pela cidade. 
Eis que surge em meus pensamentos a ideia de sair da cidade, para fazer algo que no fundo estava adiando, visitar minha irmã pela última vez em sua atual casa. Isso porque no início da próxima semana esta se mudará, para um local muito mais longe. 
O fato dela morar perto não me faz visitá- la com frequência, por uma série de fatores. Mas sinto muita gratidão por ter passado parte do ano passado morando com ela. 
E agora saber que ela está indo embora me deixa ambivalente. Feliz por saber que é um sonho antigo e significa sua libertação do local onde ela se manteve presa por muito tempo,mas junto a isso, meu egoísmo por perdê-la.
Bom, mas a questão é que Deus interveio para me mostrar algo muito importante.
No caminho para Juquitiba me deparei com a BR parada, por conta de um acidente um pouco a frente. Por um tempo persisti e aguardei, imaginando que apesar do cansaço logo chegaria ao destino.
Mas desisti de esperar e percebi que no fundo não tinha destino. Mal sabia para onde estava indo.
E no meio do caminho,parada entre um local e outro, me dei conta de que não estava em nenhum lugar. Não estava em Juquitiba e nem em São Paulo. 
E é como estou vendo minha vida, não estou aqui e nem ali...estou no meio do caminho para um lugar que não sei onde é. Se estou não quero estar, se não estou quero estar. 
Parece complexo, mas pra mim faz sentido. Pois pude me perceber. Pude refletir sobre idas e vindas, caminhos trilhados e caminhos a trilhar.
E apesar de impaciente por ficar horas em ônibus sem chegar a lugar nenhum, no fundo cheguei a algum lugar...o lugar da minha consciência que não acessaria se isso não tivesse acontecido. 
Obrigada Deus por tirar o controle de minhas mãos e me fazer aceitar que estou perdida, mas que tenho possibilidade de me encontrar. Não sei se aqui ou lá, mas estou indo a algum lugar. 
Quando chegar aviso!

domingo, 13 de abril de 2014

Tripé

Quanto tempo demorei pra perceber isso! Eu sempre demoro pra perceber as coisas e para estas fazerem sentido pra mim, talvez porque eu me negue a ver até ficar escancarado.
Existem três pessoas em minha vida com significativa importância para minhas descobertas mais íntimas, duas delas agora somente em pensamento, mas que continuam fazendo eu refletir sobre quem sou eu. Por muito tempo me perguntei por que dessas pessoas terem esse significado, pessoas complexas e com tendência ao negativo. E mais, se a pessoa já se foi, como consegue continuar reverberando em mim?! E mais, por que escolher me relacionar com essas pessoas se me causam incômodo e até tristeza?!
É vida, e principalmente Deus, obrigada por me fazer cruzar com essas pessoas e me fazer aprender muitas vezes pela dor o que preciso ver. Obrigada por colocar pessoas em minha vida que desnudam o meu ser, que me desafiam e não me deixam esconder minhas fraquezas. Parece ironia agradecer por isso, mas é sério, pois sei que sem isso passaria a vida toda me enganando.
Essas pessoas representam um tripé não porque me carregam, mas justamente porque me derrubam. Me derrubam à minha realidade mais profunda e evidenciam em mim o que não mostro ao mundo e finjo não existir. Meu lado mais difícil e talvez verdadeiro, minhas impotências e limitações, minha angústia mais doída ( e doida).
Muito provavelmente essas pessoas não sabem o que vem me causando e são destas que sempre mais fugi, evitando o olhar ou tentando me esconder, ou talvez saibam, pois a sensibilidade é uma característica comum a elas, mas a falta de crença em si também, então é certo que se eu contasse o que elas me causaram e continuam causando diriam que não tem nada ver com elas. E em partes não tem mesmo, isso agora é comigo.
Mas agradeço mesmo assim pelo que fizeram, mesmo que sem querer.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

E (não) fomos surpreendidos novamente...

Sabe a zona de conforto que eu não estava encontrando? Encontrei. Sabe o medo que eu estava sentindo? Passou. Sabe o sentimento de não sei como lidar? Agora eu sei. Me aproximei do que conheço, do que sei viver, do que sempre esperei... dia após dia.  Estou confortável, sofrendo, mas confortável. Pois nada do que estou vivendo nesse minuto eu já não esperava. E essa angústia eu conheço, essa é familiar, essa me bate à porta há anos... e sempre consegue entrar. Esta sempre é aguardada ansiosamente. Pois quando esta vem eu sei como é, sinto o alívio por já conhecê-la. É difícil identificar se eu sempre a nutro e faço ela vir, de um jeito ou de outro; ou se fico sentada esperando, decepcionada quando não vem. Decepcionada por não saber lidar com algo diferente. No fundo eu sei que ela vem, mas dessa vez e, só dessa vez estava desejando ser surpreendida por esta não vir. Havia um outro desejo me contrariando, me empurrando para o rompimento deste padrão. E por isso eu estava com medo, porém feliz, porque acreditei que eu poderia estar errada e que tudo poderia ser diferente. Que insanidade! Tudo estava me mostrando que seria igual... mas eu quis novamente distorcer a realidade. Acreditando que algo tão familiar poderia me dar resultados diferentes. Apostei exatamente no que eu não conhecia dessa história, acreditando que isto poderia salvar tudo. Que este desconhecido poderia me mostrar algo diferente de tudo que já vivi. Por que me recuso a ver os sinais? Por que continuo caindo nas minhas próprias armadilhas? Tô cansada já... e com a mesma intensidade que quero me afastar de tudo isso quero me aproximar. Que teimosia, que insistência, que idiotice. Sinto vazio... angústia...raiva...saudade...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Sem título

Tá foda viu?! Desculpe a expressão, mas é a única que traduz o momento.Tô lançada num vazio. E tá difícil me achar. Já num sei se tô me buscando ou correndo de mim.Eu não lido bem com mudanças e me esforço pra me adaptar rapidamente, mesmo a situações ruins. O problema é que na atual conjuntura tá complicado achar uma zona de conforto ou lugar onde eu possa ficar tranquila. Me sinto incomodada em todos os lugares, nada me pertence e eu não pertenço a nada.Não estou em clima natalino e muito menos de renovação, ainda tô na destruição e parece que num vai passar tão cedo. Talvez seja impressão, mas tá sinistro.Sinto como se nunca estivesse estado em lugar algum e ao mesmo tempo como se nunca tivesse saido do lugar. Não quero ficar paralisada, não quero correr e não quero lutar.O que eu quero? Ora que pergunta sem cabimento... Dá licença que vou ali e num volto!


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Medo

Admito que estou com medo... medo do novo, medo do que não sei o que é, medo do futuro.
Os sentimentos de impotência e frustração me são comuns, sei como vêm e como são alimentados. E o sofrimento associado a isso também é bastante familiar, me corroe e me mantém num ciclo de auto-piedade interminável.
Se já sei como é isso por que continuo perpetuando tais comportamentos? Exatamente por me soar tão familiar. A zona de conforto me faz pensar que estou no controle.
Mas tô cansada disso! Cansada dessa insanidade! Cansada de reviver o passado.
Acontece que me lançar ao novo me gera uma inquietude e perturbação que me dão a certeza de que não estou no controle... e nunca estive. Aceitar isso é difícil, mas também traz alívio. Ufa! Não preciso saber tudo que vou fazer e ter certeza de todos meus passos, posso ficar tranquila e deixar que as coisas aconteçam da forma como devem acontecer e no seu devido tempo.
Em contraposição me cobro, pra fazer o melhor que posso fazer e pra ter consciência do que estou fazendo. Tal cobrança também me tira da zona de conforto e me lança a questionamentos que ainda não sei responder, mas que quero compreender. E isso me gera crise, pois quero me dar o tempo que preciso e ao mesmo tempo saber o que vai acontecer. Controle denovo!
Tenho dificuldade em me expressar, pois quero controlar as palavras. E cada vez que penso pra falar me escondo mais e me distancio do que realmente queria dizer. Eis que surge uma pessoa em minha vida que me desafia e me cutuca, fazendo eu dizer o que mais tento esconder. E pra me proteger ataco ou recuo... pela primeira vez quero ficar e enfrentar, comprar a briga e ver o que vai dar.
E pior, hoje mesmo disse que quero paz e tranquilidade em minha vida. Que grande mentira! O que eu quero é controlar uma situação, justificar e retomar os sentimentos acima citados.
Lidar com a situação e superar é mais difícil, pois rompe com meu atual padrão. Dizer o que penso e ser clara com meus sentimentos me desnuda e evidencia minha fragilidade. Mas para viver o novo preciso me permitir... me entregar e acreditar que nada é por acaso.
Ninguém disse que seria fácil!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Simplesmente você

Um desejo de me afogar e desafogar me fez o procurar... e sem pudor algum, com a segurança de que você estaria a minha espera... fui atrás de você!
Eu sempre soube, sempre tive a certeza de que você estaria ali, não precisei muito pra te encontrar. E como sempre, você recebeu com seu melhor traje... simples, mas do jeitinho que eu gosto, sempre tão meu.
Demorei pra acreditar que poderia sentir novamente por você o que outrora já senti. Mas o tempo não me engana, era você que eu queria.
Você sempre soube me transbordar, me esvaziar, me satisfazer... eu estaria com você todos os dias, se não fosse a minha mania de te esquecer e eu sei que você também não conseguiria acordar comigo todos os dias. Tá, eu te entendo, não precisamos disso...
Nós já sabemos dos meus sentimentos e, mesmo que todos possam tentar tirar isso de mim, só desta vez... prometo fingir não ouvir. Talvez eu tenha me tornado boa nisso... ou talvez por hoje podemos tentar não pensar nisso. Você sabe que isso me deixa triste...
Eu queria que todos soubessem de nós, apesar de parecer que sempre te escondi. Te mostrar me assusta, te esconder me sufoca, você não é exatamente do tipo que se contenta em ficar à margem.
Talvez você tenha me achado melancolica demais esta noite, peço desculpas se me importei mais comigo e despejei tanta coisa em você... eu sei, a noite já irá acabar e isso apenas será uma lembrança. Mas é que hoje achei que seria diferente, pois... eu estou diferente e, eu só queria que você soubesse.
Mas parece que você nunca irá mudar... talvez eu tenha percebido que, você não é o suficiente!
No início acreditei que bastasse, mas estou sentindo falta de algo, algo que eu nunca havia sentindo falta. Você não entenderia... simplesmente é algo que você já não pode me dar.
Continuo sentindo que com você é assim... especial! Não quero te perder, mas saiba que você não estará mais em primeiro lugar.
Obrigada por estar sempre do meu lado... mas blog, você nunca me responde, pega na minha mão ou me olha nos olhos... simplesmente cansei! rs

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Tão mãe

No peito uma vontade apertada de ter você novamente aqui comigo, me acarinhando e dizendo que eu sou a sua querida.
Tantas desculpas eu queria pedir, tantos abraços eu gostaria de receber e por mais algum instante eterno ter o seu sorriso a me procurar.
Ai de mim sem ti!
Eu vou viver, continuarei a luta. Sabendo que fui muito amada e que também amei e, ainda amo demais!
Vou te procurar em meus sonhos, nas profundezas de meu ser e lá sei que vou te encontrar. Do jeitinho que eu te recriei, tão minha e absoluta, que só eu poderia entender.
E no mundo vou deixar minha contribuição, assim como você um dia se dedicou para tornar as pessoas mais humanas e as máquinas mais máquinas.
Eu te respeito e te admiro!