segunda-feira, 27 de junho de 2011

Gosto de quem me faz rir

Faz um tempo que não escrevo, acho que por falta de inspiração. Mas hoje senti algo diferente, algo que me deu uma vontade imensa de escrever. E escolho a cor verde para representar esse sentimento, associado a crescimento e interação.
O título pode parecer estranho, mas é que de fato percebi que gosto das pessoas que me fazem rir. Pessoas alto-astral, alegres e de bem com a vida. Há tristeza na vida dessas pessoas, mas elas sabem valorizar também as alegrias. E como é bom perceber a alegria de um sorriso, o entusiasmo de um abraço apertado e a delicadeza de um olhar generoso.
Eu gosto de rir das pequenas coisas, gestos naturais e lembranças carinhosas; eu gosto de rir com as pessoas, me faz sentir que ainda há esperança e ternura, mesmo em meio à tempestade.
Agora sinceramente não gosto de rir das pessoas, a menos que sejam por trapalhadas encenadas e quando estas  possam rir de si mesmas, neste caso é uma delícia.
Eu simplesmente sinto que não tem graça de rir da desgraça alheia ou mesmo favorecer para esta situação. Confesso que já tive prazer em saborear o desprazer, mas hoje percebo que em nada isso me ajudou. E depois, sentir na pele o desprezo alheio e sorrateiros golpes por mero enaltecimento egoico, devem ter servido pra alguma coisa...
Não posso dizer que estou madura, mas gosto da palavra sensatez, pois acima de tudo sua negação é tema deste belíssimo poema de Vinícius de Moraes.


Insensatez

Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi tão fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado


Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado


Outro motivo do meu encanto com este campo fértil do meu sentir é que agora sei que eu posso sentir. E isso me dá uma liberdade enorme de escolha, pois posso decidir o que fazer com o que eu sinto. Ainda estou escolheno guardar muita coisa, mas às vezes tenho vontade de dizer... e aqui estou eu dizendo.