quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Tão mãe

No peito uma vontade apertada de ter você novamente aqui comigo, me acarinhando e dizendo que eu sou a sua querida.
Tantas desculpas eu queria pedir, tantos abraços eu gostaria de receber e por mais algum instante eterno ter o seu sorriso a me procurar.
Ai de mim sem ti!
Eu vou viver, continuarei a luta. Sabendo que fui muito amada e que também amei e, ainda amo demais!
Vou te procurar em meus sonhos, nas profundezas de meu ser e lá sei que vou te encontrar. Do jeitinho que eu te recriei, tão minha e absoluta, que só eu poderia entender.
E no mundo vou deixar minha contribuição, assim como você um dia se dedicou para tornar as pessoas mais humanas e as máquinas mais máquinas.
Eu te respeito e te admiro!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Travessia

Acomodada confortavelmente em minha cama, penso na vida... não em qualquer vida, penso na minha vida.
Lembro dos meus anos vividos no sítio, uma infância tão distante no tempo e tão presente em minha memória. Tantas coisas se passaram... quantas risadas, quantos choros, muitos suspiros e delírios. Melancias, jabuticabas, laranjas e árvore da Cacau.
Meu temperamento instável que perdura até hoje, mas que encontrou seu pico lá pelos 15 anos, com muito grito e pouca revolução. O mundo interno explodiu e o externo nem viu. Ilusões de uma travessia segura na escuridão.
Amores impossíveis, coração resguardado e olhos a observar um mundo caótico que permeia essa cidade estranha. Sintonia atípica que une transeuntes no vai-e-vem de um horário de pico. O mais inexplicável foi eu me encontrar nesse caos, há sempre uma ordem no caos.
Faculdade, decepções, descobertas e despedidas. Tudo tem começo, meio e fim, não necessariamente nesta ordem. Eu nem acredito que cheguei neste ponto e, nem saberia como, se não fosse a trajetória acima percorrida. Eu quero mais vida e menos não vida. Gostaria que as duas pessoas de quem sinto mais saudade nesse momento ainda pudessem me ouvir. Dentro de mim sempre estãrão vivos.
Quando estamos cansados do mundo devemos fechar os olhos e olhar para dentro, olhar para nós mesmos requer consciência, auto conhecimento. Com risco de não gostar do que se vê ou se apaixonar com o reencontro.
E quando cansamos do mundo e de nós mesmos fechamos os olhos por dentro e por fora. Muito é mais do que se pode carregar!
Agora por favor, deixa meu coração descansar em 2012.
12 de dezembro de 2011 - 00:55

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Gosto de quem me faz rir

Faz um tempo que não escrevo, acho que por falta de inspiração. Mas hoje senti algo diferente, algo que me deu uma vontade imensa de escrever. E escolho a cor verde para representar esse sentimento, associado a crescimento e interação.
O título pode parecer estranho, mas é que de fato percebi que gosto das pessoas que me fazem rir. Pessoas alto-astral, alegres e de bem com a vida. Há tristeza na vida dessas pessoas, mas elas sabem valorizar também as alegrias. E como é bom perceber a alegria de um sorriso, o entusiasmo de um abraço apertado e a delicadeza de um olhar generoso.
Eu gosto de rir das pequenas coisas, gestos naturais e lembranças carinhosas; eu gosto de rir com as pessoas, me faz sentir que ainda há esperança e ternura, mesmo em meio à tempestade.
Agora sinceramente não gosto de rir das pessoas, a menos que sejam por trapalhadas encenadas e quando estas  possam rir de si mesmas, neste caso é uma delícia.
Eu simplesmente sinto que não tem graça de rir da desgraça alheia ou mesmo favorecer para esta situação. Confesso que já tive prazer em saborear o desprazer, mas hoje percebo que em nada isso me ajudou. E depois, sentir na pele o desprezo alheio e sorrateiros golpes por mero enaltecimento egoico, devem ter servido pra alguma coisa...
Não posso dizer que estou madura, mas gosto da palavra sensatez, pois acima de tudo sua negação é tema deste belíssimo poema de Vinícius de Moraes.


Insensatez

Ah, insensatez que você fez
Coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor o seu amor
Um amor tão delicado
Ah, por que você foi tão fraco assim
Assim tão desalmado
Ah, meu coração, quem nunca amou
Não merece ser amado


Vai, meu coração, ouve a razão
Usa só sinceridade
Quem semeia vento, diz a razão
Colhe sempre tempestade
Vai, meu coração, pede perdão
Perdão apaixonado
Vai, porque quem não pede perdão
Não é nunca perdoado


Outro motivo do meu encanto com este campo fértil do meu sentir é que agora sei que eu posso sentir. E isso me dá uma liberdade enorme de escolha, pois posso decidir o que fazer com o que eu sinto. Ainda estou escolheno guardar muita coisa, mas às vezes tenho vontade de dizer... e aqui estou eu dizendo.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Awareness

Estou com muitas questões em relação à minha vida e ao meu futuro próximo, o que me deixa com muita angústia.
Sinto que em partes estou de mãos e pés atados, sem ver as possibilidades de mudança ou mesmo uma saída. E esta posição é bastante desconfortável. Só faltava uma venda nos olhos, mas isso seria uma forma de não ver minha situação. Talvez eu até estivesse com essa venda, mas com tapas (sem luva de pelica) e muito apoio, me ajudaram a clarear o que está acontecendo e o que está por vir.
Me falaram que tenho ótimas perspectivas, ligadas à renovação e iluminação em minha vida. Mas para isso vou precisar deixar que a água corra no rio... deixar ao passado o que lhe pertence.
Meu lado afobado e ansioso me prejudicam, fazendo eu colocar o carro na frente dos bois, me precipitando em algumas situações, por querer resolver tudo de imediato. Controlo os cavalos, mas pra que estes corram e eu possa fugir, deixando tudo para trás. Passo por cima das minhas questões, pra não ter de trabalhá-las e, assim finjo que já está superado o que ainda não está. E isso não tem a ver com uma ou outra pessoa, mas com toda minha forma de lidar com as situações.
Como possibilidade tenho a oportunidade de me desprender das coisas, me libertar dessas amarras. Mas antes terei que enfrentar o sofrimento, ou como poderia ser chamado, o meu carma, pra então poder transcender e evoluir.
A reflexão é minha tarefa para poder aceitar o que está por vir, preciso entrar em contato com meu inconsciente e elaborar questões que até então eu venho sufocando. Analisar minhas questões com olhos bondosos e julgar com a mesma complacência com que olho para os outros, nem mais e nem menos.
Acredito que eu possa superar tudo isso, completando o ciclo, para assim seguir em frente.
Toda essa questão ainda me faz pensar o quanto preciso diferenciar as demandas que partem de mim e do outro, o que é meu desejo e o que é desejo do outro. Eu fazer porque eu quero e, não porque acho que o outro quer ou para não frustrar seus desejos. Se eu posso me frustrar e superar isso, as outras pessoas também podem.
Fico aliviada por perceber tudo isso, pois assim posso trabalhar esse medo...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Primeiro post de 2011

Ano Novo, ideias novas, pessoas novas, trabalho novo, visual novo... tudo mudou!!
Mas e as atitudes?! São novas ou continuo reproduzindo comportamentos antigos?
Estou muito feliz em saber o que quero, mas como conseguir essas coisas cometendo os mesmos erros de 2010?!
Busco a resposta nos esportes, na introspecção, na opinião das outras pessoas... mas até agora está tudo muito obscuro.
Preciso sair do preto ou do branco, do id ou do superego, do 8 ou 80... mas como ver o cinza, regular o ego e aceitar o 36?
Eu quero continuar sendo eu, mas um eu diferente!
Dá pra me entender?