Acomodada confortavelmente em minha cama, penso na vida... não em qualquer vida, penso na minha vida.
Lembro dos meus anos vividos no sítio, uma infância tão distante no tempo e tão presente em minha memória. Tantas coisas se passaram... quantas risadas, quantos choros, muitos suspiros e delírios. Melancias, jabuticabas, laranjas e árvore da Cacau.
Meu temperamento instável que perdura até hoje, mas que encontrou seu pico lá pelos 15 anos, com muito grito e pouca revolução. O mundo interno explodiu e o externo nem viu. Ilusões de uma travessia segura na escuridão.
Amores impossíveis, coração resguardado e olhos a observar um mundo caótico que permeia essa cidade estranha. Sintonia atípica que une transeuntes no vai-e-vem de um horário de pico. O mais inexplicável foi eu me encontrar nesse caos, há sempre uma ordem no caos.
Faculdade, decepções, descobertas e despedidas. Tudo tem começo, meio e fim, não necessariamente nesta ordem. Eu nem acredito que cheguei neste ponto e, nem saberia como, se não fosse a trajetória acima percorrida. Eu quero mais vida e menos não vida. Gostaria que as duas pessoas de quem sinto mais saudade nesse momento ainda pudessem me ouvir. Dentro de mim sempre estãrão vivos.
Quando estamos cansados do mundo devemos fechar os olhos e olhar para dentro, olhar para nós mesmos requer consciência, auto conhecimento. Com risco de não gostar do que se vê ou se apaixonar com o reencontro.
E quando cansamos do mundo e de nós mesmos fechamos os olhos por dentro e por fora. Muito é mais do que se pode carregar!
Agora por favor, deixa meu coração descansar em 2012.
12 de dezembro de 2011 - 00:55
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